Despedidas sempre me deixam triste. Eu
finjo que não esta acontecendo nada por fora e sorrio, mas sempre fico com um
nó na garganta. Não importa se é por um ano ou por um dia, o nó na garganta
sempre me aparece, e como sempre, eu o engulo. Isso é e ainda pode vir a ser um
grande problema para mim.
Sempre vivi muito apegada a minha
família, só de pensar em ficar longe o nó vem ate a minha garganta e aperta.
Talvez seja por isso que sempre que chega a hora de eu seguir meu caminho sozinha, eu
recue sabe, aquele lance de andar com as próprias pernas, sair de baixo da asa.
Sempre sinto um frio na barriga e o nó da minha garganta vem me apertar.
Eu, que sempre quis ser “independente” me
encontro presa por um simples nó. Mas isso é tão forte, esses momentos de
despedida.
Dia desses, eu fui convidada para viajar
por um fim de semana. Eram apenas dois dias, perto de pessoas que eu conheço.
Fiquei animada no momento, mas na hora da despedida, o tal nó me apareceu e eu
só quis esquecer tudo e voltar para dentro de casa, como se nada tivesse
acontecido. Mas, sorri como de costume e fui. A viajem foi boa no fim das
contas. Mas a melhor parte foi o momento que eu cheguei em casa e pude ver os
meus familiares de novo.
Acho que no fim das contas o meu maior
medo é perder todos eles. Acho que sem a minha familia eu iria vagar pelo mundo
sem nenhum motivo pra viver. Porque o maior objetivo que eu tenho é
orgulhá-los. Eu fico triste quando alguns deles não acreditam nos meus sonhos,
mas eu espero pelo dia em que vamos olhar uns nos olhos dos outros a nos
orgulharmos juntos, de tudo que passamos e vivemos.
Agora eu preciso ir, preciso seguir o meu
caminho e buscar os meus sonhos. Talvez seja por isso que agora eu estou com
esse nó me apertando a garganta.
Estou encantada, juro! Esse texto é de sua autoria? Lindo, mesmo. Meus parabéns, sucesso.
ResponderExcluirwww.chovendoemparis.com
Oi Camila, o texto é meu sim. Obrigada pelo elogio, que bom que gostou!!
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