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terça-feira, 4 de junho de 2013

De volta ao início!


Comecei o blog como uma forma de diário pessoal. Escrevi tantos textos que perdi a conta, todos eles tentava refletir um pouco do que eu estava sentindo no momento. Meus vários dramas mexicanos de menina sonhadora e apaixonada, cheia de sentimentos não compreendidos me deram o que eu tenho hoje, o Do Abajur a Serpentina.

Eu sei que quase ninguém que lê o meu blog nos dias de hoje me conhecia na época que eu era apenas a “Thami, a menina má”. Eu nunca fui má pra falar a verdade. Eu tinha um estilo esquisito e achava que aquilo me tornava uma garota “agressiva”, mas hoje me dou conta de que eu sempre fui uma garota doce.

O tempo foi passando e eu acabei deixando de escrever meus textos, me tornei uma pessoa que tem medo de julgamentos. Eu que há um tempo usava lápis preto no olho e não ligava pra opinião de ninguém, hoje vejo a responsabilidade que se adquiri ao crescer, quando tudo que você fala é interpretado de uma forma totalmente diferente do que você gostaria.

Hoje eu senti falta de escrever. Senti falta de sentar na frente do computador e despejar numa folha em branco tudo que eu to sentindo da forma mais clara e poética possível. Mas ai me veio aquele sentimento que eu falei a pouco, o medo do julgamento. Será que se eu escrever um texto triste as pessoas vão querer me consolar? Será que se eu falar de coisas felizes vão querer saber os reais motivos?
Acho que o meu grande objetivo era encontrar no blog o ombro amigo que eu nunca tive... aquela melhor amiga pra quem a gente liga sempre que precisa! Aquela pra quem a gente conta tanto as alegrias como as tristezas e espera um conselho. Conselho esse que nunca veio.

Eu pensei bem e resolvi voltar as minhas origens, é, voltar lá pro começo do blog onde eu não estava nem ai pras opiniões. Quero escrever mais. Tenho guardado sentimentos por muito tempo e eles precisam ser expostos. Não vou liberá-los de uma vez só, posso assustar vocês com a quantidade de sentimentos todos emaranhados, mas aos poucos eu vou me deixando levar e vai ficar tudo bem!

Posso contar com você? Me empresta o seu ombro amigo vez ou outra?

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